Áudio de Lula é verdadeiro, aponta laudo. (16/09/2022)
Um laudo técnico-científico obtido com exclusividade pelo BSM demonstra a autenticidade de um áudio em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comenta as denúncias do ex-ministro Antônio Palocci durante a exibição de uma reportagem no Jornal Nacional em 7 de setembro de 2017. A gravação de 3min23s, que circula pelas redes sociais, havia sido considerada falsa pela agência Comprova em julho deste ano. Segundo a conclusão dos checadores, amplamente divulgada pela mídia, a voz na gravação era de um imitador de Lula. No entanto, o laudo assinado em agosto de 2022 pela perita criminal federal aposentada Nerci Lino de Almeida Tonaco, com 20 anos de experiência em perícias de som, demonstra que o áudio é verdadeiro – e que a voz é de Lula.
As análises da gravação foram feitas inicialmente para avaliar se o conteúdo da gravação obedecia aos processos normais de articulação da fala, tais como coarticulação, ajuste temporal, prosódia e ritmo. Do ponto de vista físico-acústico, a perícia estudou os registros de áudio por meio da verificação de sua forma de onda (oscilograma), dos espectros de frequências e dos espectrogramas (gráficos em que a frequência da voz é representada no eixo vertical; o tempo, no eixo horizontal e a intensidade pelas diferenças de gradação da voz). Com base nessa varredura da gravação, o laudo aponta que “não foram encontrados indícios de eventos de interrupção, corte, superposição, deslocamento, emenda ou edição – em suma, não foram encontrados eventos indicativos de edição de caráter fraudulento”.
Ao comparar o áudio questionado com as 37 falas de Lula, a perícia buscou comprovar ou refutar a hipótese de que a voz é de Lula ou de um imitador. Nesse trabalho, há uma combinação entre as análises perceptivo-auditiva e acústica. “Em ambas as análises são considerados os parâmetros técnico físico-comparativos relacionados à anatomofisiologia do aparelho fonador, à condição neurocognitiva e ao comportamento linguístico do falante”, diz o laudo.
Áudio de Lula sobre Palocci nunca foi analisado por checadores. (16/09/2022)
O áudio em si nunca foi verificado nem analisado. Diversas agências de checagem consideraram falso o vídeo em que o áudio aparece e as informações nele utilizadas, como a alegação de que teria sido um grampo telefônico ou de envolver supostamente o ex-presidente petista Rui Falcão, informações que apareciam no vídeo editado.
Os jornalistas também apontaram que o áudio não constava na lista da Operação Lava Jato. Também foi alegado que o áudio não tinha registros na imprensa. Com base nisso, todo o conteúdo foi considerado “falso”. Foi o caso da "checagem" do G1, de 2019, que dizia no título: "É #FAKE que Lula foi grampeado falando que queria o assassinato de Palocci na prisão"
Nenhuma das checagens sobre o áudio menciona ter sido feita uma análise fonética do áudio especificamente e não há nessas matérias opinião de nenhum especialista na área, que demonstre ter sido feita uma análise mais pormenorizada. Resgatando as verificações, percebe-se que a grande maioria delas recorre à mesma checagem do Projeto Comprova.
O Comprova, por sua vez, apenas afirma repetidas vezes ser falso o áudio, no entanto sem explicar o motivo da conclusão. Afinal, menciona uma nota do Instituto Lula que “confirma” a falsidade do áudio.
O truque usado pelo Comprova para dar ares de veracidade à conclusão foi possível porque o áudio estava sendo compartilhado como elemento de uma montagem de vídeos contra o ex-presidente. Assim, foi fácil aos checadores considerarem falsa a integralidade do material, composto de uma montagem obviamente editada, além das informações das postagens que acompanhavam o vídeo.
Projeto Comprova e o TSE
Financiado por entidades internacionais que têm entre seus investimentos causas polêmicas como aborto, ideologia de gênero e demais pautas progressistas, o Projeto Comprova é uma das muitas agências credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para auxiliar nas verificações das eleições.
A agência funciona sob o guarda-chuvas da empresa de tecnologia First Draft, financiada diretamente pela Fundação Open Society, do polêmico bilionário George Soros, e tem o apoio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) que também recebe doações das fundações Open Society e Ford Foundation para formação de jornalismo e advocacy para pautas progressistas.
A agência também trabalha em parceria com o Supremo Tribunal Federal e colabora com os maiores veículos de imprensa do país.
FONTES. https://bagy.bio/audiolula
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